Em tempo

Há alguns meses atrás eu quase excluí esse blog. Cheguei a excluir a página no face, pelo menos, só não confirmei a exclusão (o facebook excluí "temporariamente a página, mas só exclui definitivamente depois de uma confirmação que o usuário faz sete dias depois) porque a Ana Flávia, ou Tia Danni, como vocês conhecem veio falar comigo. 
Acontece que lendo o blog, vendo o que eu já postei por aqui, eu não me reconheci mais. Com praticamente nada, e as poucas coisas que ainda tinham a minha cara me fizeram sentir um desconforto, meio que como se eu estivesse totalmente exposta, uma coisa estranha que nunca tinha sentido. 
Tá, mas o que eu estou querendo dizer com isso? Bom, acontece que muita coisa aconteceu. Não na minha vida, não de forma palpável, pelo menos. Ainda sou a mesma estudante de vinte e poucos anos, solteira, morando na mesma cidade, na mesma casa, com as mesmas pessoas. Minha rotina não sofreu uma alteração drástica, pelo menos não no último ano. A minha vida pode até não ter mudado muito. Mas neste último ano, eu mudei muito. Muito mesmo. Minha forma de pensar, minha forma de sentir, minha forma de me sentir e me pensar. 
E bom, eu não vou excluir esse blog. Eu não penso mais como eu pensava em tipo, 95% dos posts daqui, mas de uma forma ou de outra as ideias que coloquei aqui fazem parte de mim. Agora de uma forma nostálgica apenas, mas fazem. E apesar de não excluir, provavelmente não voltarei mais aqui. 
É hora de novos inícios, novos projetos. Foi bom estar aqui, até não ser mais haha. Então é isso. Aos meus seguidores, que inclusive por muito tempo foram a razão de eu vir aqui vez ou outra, digo apenas que espero que vocês sejam extremamente e estupidamente felizes! Enfim, que todos nós tenhamos uma ótima vida. Sei lá, ainda continuo não muito boa com despedidas, mas enfim, é isso. Obrigada pela compania até aqui, e tchau! Adeus! 

Eu sou romântica


Eu sou muito romântica. Sério, daquelas que lê textinhos clichês em blogs clichês e fica sorrindo de orelha a orelha, que lê declaração de amor na timeline do facebook e chora dependendo do teor de romantismo, vale ressaltar que não precisa ser pra mim, não precisar ser nem para alguém que eu conheço, demonstrações de afeto tem esse efeito em mim, indiferente do alvo da demonstração. Daquelas que sofreu e amou junto com todos os personagens literários românticos do mundo. E que tem uma playlist no Spotify só com música melosa e romântica. Daquelas que ainda fica emocionada, mesmo depois de ter visto uma porção de vezes a cena do "I got off the plane" de Friends, que fica toda emotiva com aquela cena que o Patrick, feito pelo Heath Ledger, canta I Love You Baby em 10 Coisas Que Eu Odeio Em Você (clássica não é mores), isso pra não falar do sofrimento eterno de ir em cinema e ter que disfarçar o choro em cenas românticas.
A verdade é essa, eu sou romântica, sou um clichê piegas ambulante e cheia de emoções fofinhas. E eu sempre fui assim. E eu sempre sofri por ser assim. Mas sem perceber, até que ontem eu vi esse vídeo: 

E foi então que eu percebi que eu sempre me condenei por ser assim. A menina romântica da turma, aquela que sempre tá apaixonada por alguém. Aquela que na escola tinha uma coleção de amores platônicos que guardava, com muito esmero, mas guardava, porque tinha vergonha de ser assim. E assim como Jout Jout no vídeo, eu percebi que este hábito ganhado lá na escola, vem comigo até os dias atuais, e minha gente PRAQ? Eu sou uma pessoa romântica. Uma pessoa com tendência a ser emotiva, isso é só uma característica minha, que assim como tantas outras que nós seres humanos temos, hora é defeito, mas também pode ser qualidade. 
Enfim, assim como Jout Jout, não entendo porque temos essa ideia de que pessoas sensatas não se apaixonam. Mas eu sei que se a gente quer mudar alguma coisa, geralmente, temos que começar mudando pela gente, e neste momento é isso que estou fazendo, admitindo que, eu Lorranne Marins Gonçalves sou uma pessoa que se apaixona fácil, altamente emotiva, com níveis estratosféricos de romantismo no sangue e que não quer mais ter vergonha disso, porque isso não me faz mais fraca, muito pelo contrário, as pessoas não fazem ideia de como é trabalhoso manter esse espírito de "eu acredito no amor" inabalável com o decorrer dos anos. 
Então é basicamente isso, eu amo pessoas românticas, eu sou uma pessoa romântica e apaixonada, e irei defendê-las.

Até que ponto somos um pouco dos outros?


 Desde criança venho colecionando personalidades de outras pessoas, sempre achava que pra alguém gostar de mim eu tinha que me igualar ao que aquela pessoa era (mas como assim cara?) ~calma eu explico~ Quando eu era amiga de uma pessoa eu achava que precisava falar igual ela, pensar igual ela, até andar igual ela pra essa pessoa poder gostar de mim. Pensamento meio besta de uma criança sem auto-estima e com falta de confiança em si própria?! Sim! Porem isso é uma coisa que me afeta até hoje, não o lance da auto-estima, mas essa mania de ''colecionar personalidades''.
 E refletindo sobre isso parei pra pensar ''caaaaara, quem eu sou realmente?'' fui coletando jeito de falar de um, modo de pensar de outro, mania de estalar os dedos de fulano e modo de vestir de ciclano e quem eu era realmente ficou de lado, tão de lado que nunca soube e nunca vou saber quem realmente sou.
 Você já parou pra pensar em quantas vezes foi outra pessoa ou coletou uma personalidade só para agradar alguém? A foto do post é o No Face, um deus fictício japonês citado no filme A Viagem de Chihiro (recomendo a todos a assistirem esse filme, sério, muito bom )que retrata basicamente isso que acabei de falar, ele não tem personalidade própria, ele coleta o jeito de ser, de falar, etc. a partir do modo que você o trata. Não foi por menos que fiz uma tatuagem em sua homenagem, esse deus retrata basicamente o que sou, não tenho personalidade própria, fui criando com base na personalidade dos outros.
 Se você acabou de perceber que coleta personalidade dos outros, pare imediatamente e comece a criar sua propria personalidade ... ou não, continue pegando um pouco de cada pessoa e seja um lindo No Face.

Permita-se experimentar



 Sempre me senti muito poser de ser Mineira por não gostar de café, ainda mais poser de Patrocinense (pra quem não sabe Patrocínio é um dos maiores produtores de café do Brasil, cof cof).
  A primeira experiencia que tive com café foi os dos meus pais, forte e sem açúcar nenhum. Sempre achei o cheirinho de café passado na hora tããão bom, porem aquele gosto amargo me traumatizou tanto que até bala de café eu passava longe. Nunca me permiti experimentar o cafezinho de outras pessoas, afinal, aquele gosto amargo sempre me vinha a cabeça.
 Nada mais épico do que se sentar a mesa, com a família ou amigos, comer pão de queijo, beber 0,50 centavos de café e bater papo sobre a vida dos outros. Sempre me senti uma carta fora do baralho quando isso acontecia, afinal todos ao meu redor se esbanjando daquele liquido tão amado pelas pessoas, aparentemente tão gostoso e energético e eu ... bebendo suco.
 Um belo dia, por cabeça dura decidi beber café de uma amiga minha e ::::::::::::::::::: MEU DEUS DO CÉU era bom, quentinho, docinho e tinha um leve amargo, meu olhos brilharam e pensei ''eu gosto de café'' então sai pulando e salteando e cantarolando (mentira) foi uma felicidade tão grande saber que agora poderia me sentar na roda de amigos, beber café e conversar.
 Ok, mas o que tiramos de aprendizado desse texto ~incrível~ que acabei de contar? Às vezes ficamos com medo de experimentar coisas novas, de mudar, de aprender por puro medo ou por puro orgulho. Mas se não nos permitimos esses tipos de experiencias, viveremos pra sempre nessa mesma rotina.

(ノ。◕◕。)ノ .*♡ beijinhos ✧゚・:*╰(◕◕╰) - Tia Danni

A vida é muito curta para disfarçar "mau gosto" musical


Esses dias estava pensando em como temos mania de rotular as pessoas de acordo com seu gosto musical, de acordo com o que ouvem ou deixam de ouvir, admito que eu mesma tinha esse péssimo habito, hoje quando paro para pensar nisso vejo o quão ridículo é julgar que uma pessoa ouvir um determinado tipo de música a torna pior ou melhor do que as outras. 
Como eu disse já fiz parte deste grupo de pessoas que se sentem deuses da sabedoria musical, capazes de ditar o que é bom ou não no mundo da música, e que as pessoas que por acaso gostassem de algo diferente daquilo que minha consciência suprema e meu gosto refinado julgassem ser "material de qualidade" essa pessoa era um ser inferior, desprovido de inteligência, a escória da humanidade. Mas o engraçado é que no fundo, e as escondidas, claro, eu gostava de ouvir coisas que, para o meu grupinho de amigos não eram consideradas músicas dignas de serem ouvidas. Escondia de todo mundo esse meu "mau gosto musical" com medo de pessoas que (olha a ironia) pensassem como eu, na época, me julgassem.  Eu deixava de ouvir ou curtir publicamente músicas que eu gostava e que me faziam bem, seja por diversão ou por despertarem pensamentos e sentimentos bons em mim, porque outras pessoas me levaram a acreditar que não eram músicas boas.
Depois de ver o quanto eu estava perdendo tempo, e o quanto essa minha forma de pensar era atrasada, abandonei o preconceito e acredito que isso foi uma evolução pra mim, hoje sei que só eu posso dizer o que é boa música para mim, assim como só você sabe o que é boa música para você, e assim por diante, e mais, os meus gostos musicais não me tornam melhor ou pior que ninguém.  A gente vive lutando para uma sociedade com mais tolerância e simpatia, mas esquece que pequenos preconceitos como esse, por mais inofensivos que pareçam, ainda são preconceitos e não devem ser incentivados.
Então se você é dessas pessoas que julga as pessoas pelo estilo musical que ouvem, primeiro; você não sabe o que está perdendo, música é algo muito bom e experimentar coisas novas, explorar novos horizontes musicais é uma experiência maravilhosa. E em segundo, pense bem, rotular pessoas é um hábito que diz mais sobre você do que sobre as pessoas rotuladas. Música é acima de tudo uma forma de entretenimento, então se você não ouve algo faz bem de verdade, volte duas casas pois você está fazendo isso errado, liberte-se e vá ser feliz com sua própria trilha sonora!
E nesse clima de liberdade musical, resolvi tornar públicas todas as minhas playlists do Spotify, porque como tenho dito a vida é muito curta pra ouvir um tipo de música só e mais ainda, pra disfarçar gosto musical. Se alguém quiser ver o que eu costumo ouvir tá aqui: Lorranne Marins.